O Caso Roswell, ou Incidente em Roswell (em inglês: The Roswell Incident) se refere à recuperação, em julho de 1947, dos fragmentos de um balão em um rancho próximo à cidade de Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos. Em 8 de julho, o primeiro comunicado à imprensa feito pela Base Aérea local afirmou ter recuperado um "disco voador". Pouco depois o exército se retratou afirmando que teria sido um balão meteorológico comum. Por fim, revelou tratar-se de um balão-sonda do Projeto Mogul.
O interesse sobre o caso era pouco até os anos 70, quando ufólogos começaram a formar variadas teorias da conspiração, misturando relatos de épocas diferentes, e afirmando que uma ou mais naves extraterrestres se haviam despenhado, e que os tripulantes alienígenas haviam sido recuperados por militares que depois encobriram a situação e tentaram esconder o que realmente tinha acontecido.[3]
Em 1994, a Força Aérea dos EUA publicou um relatório identificando o objecto despenhado como um balão de vigilância de testes nucleares do Projeto Mogul. Um segundo relatório da Força Aérea, publicado em 1997, alegou que as histórias de "corpos de extraterrestres" provavelmente resultaram da queda de bonecos de ensaio (crash test dummies) a partir de altitudes elevadas, em 1953, vários anos depois do acontecimento.
O incidente de Roswell continua a ser do interesse da mídia popular, e persiste a criação de teorias da conspiração em torno deste caso. Já foi descrito como "o caso mais conhecido, mais investigado e o mais desmascarado envolvendo OVNIs".
Incidente
No dia 8 de julho de 1947, Walter Haut, o porta-voz da Base Aérea de Roswell, na altura comandada pelo coronel William Blanchard, distribuiu o seguinte comunicado de imprensa:
"Os diversos boatos relativos ao disco voador tornaram-se ontem uma realidade quando o setor de informação do 509º Grupo de Bombardeio da VIII Força Aérea, Aeroporto Militar de Roswell, teve a sorte de tomar posse de um disco, graças à cooperação de um fazendeiro local e do gabinete do xerife do condado de Chavez.
O objeto voador pousou em uma fazenda das proximidades de Roswell no decorrer da semana passada. Como não tinha telefone, o fazendeiro guardou o disco até poder entrar em contato com o gabinete do xerife, que por sua vez notificou o Major Jesse A. Marcel, do Setor de Informação do 509º Grupo de Bombardeio.
Providenciou-se imediatamente para que o disco fosse recolhido na residência do fazendeiro. Examinado na Base Aérea Militar de Roswell, foi mais tarde confiado pelo Major Marcel às autoridades competentes".
Na localidade de Roswell, Novo México, o jornal Roswell Daily Record logo publicou em primeira página a notícia de que o 509º Grupo de Bombardeiros da então Força Aérea do Exército dos EUA havia tomado posse dos destroços de um disco voador.[9] A notícia causou rebuliço na cidade, mas já no dia seguinte, em Fort Worth, a Força Aérea (e os jornais) desmentiram a história, afirmando que os restos eram apenas de um balão meteorológico.
Os destroços haviam sido encontrados originalmente por um fazendeiro chamado William "Mac" Brazel. Nos primeiros dias de Julho de 1947, (provavelmente a 3) teria havido uma grande tempestade local, e algumas testemunhas afirmam ter ouvido um estrondo , entre os trovões, que não lhes era semelhante. Numa data incerta após a tempestade, W. Brazel, enquanto andava a cavalo com Timothy, de sete anos de idade, um filho de vizinhos seus, deparou-se, a cerca de doze quilómetros do rancho em que vivia, com uma série de destroços. Brazel estava acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos, mas estes, segundo as suas próprias palavras, eram diferentes. Estavam espalhados por uma área bastante grande e não tinha as habituais instruções para devolução âs entidades oficiais. "Tenho a certeza que o que encontrei não foi nenhum balão de observação meteorológica", disse ele. "Mas se eu encontrar mais alguma coisa para além de uma bomba, eles vão ter dificuldade em conseguir que eu diga alguma coisa sobre o assunto". Os animais evitavam a área.
Brazel e o jovem Timothy levaram algum desse material, e foram contando do achado a vários vizinhos e conhecidos. A 4 de Julho, fragmentos já passavam de mão em mão em Corona. Durante alguns dias, muitos se deslocaram ao local da descoberta para levar consigo um dos pedaços dos estranhos materiais.
Alguns jornais estariam a oferecer até três mil dólares por uma prova dos chamados "discos voadores", assunto que estava causando furor na imprensa devido às declarações do piloto Kenneth Arnold feitas duas semanas antes. Arnold relatou que, ao sobrevoar o Oregon, avistou o que seriam nove aeronaves, sem caudas visíveis, em forma de crescente, e voando em formação a grande velocidade, e descreveu o seu movimento irregular como o de pires deslizando na superfície de um lago.
A imprensa logo cunhou o tal termo "disco voador", excitando as imaginações, o que estimulou quase mil relatos de avistamentos de naves extraterrestres nas semanas seguintes —hoje alguns sustentam que o que Arnold viu foram, na verdade, pássaros migrando ( no caso, o pelicano branco americano).
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